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Bombeiros-DF: após anulação de prova, candidatos aguardam novo cronograma

Os candidatos que não desejarem mais participar do certame poderão requerir a devolução da taxa de inscrição

20/03/2017 11:30 | Atualização: 20/03/2017 15:40

Mariana Fernandes

Gabriel Jabur/Agência Brasília
Após a anulação das provas objetivas do concurso do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), para os cargos de soldado condutor e operador de viaturas, candidatos aguardam o novo cronograma do certame. As provas foram aplicadas em 5 de fevereiro e foram organizadas pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultura e Assistencial Nacional (Idecan). 

Segundo a banca organizadora, ainda não há previsão para a divulgação da nota data de provas. "O cronograma está sendo discutido junto ao Corpo de Bombeiros e será divulgado assim que definido." 
 
Os candidatos que não desejarem mais participar do certame poderão requerir a devolução da taxa de inscrição e seu consequente cancelamento. "Haverá um prazo específico para requerimento on-line, através do site do Idecan, onde os candidatos terão as devidas orientações para procederem com este pedido de ressarcimento, mediante comprovação do pagamento da taxa de inscrição". 

Em notal, o Corpo de Bombeiros do DF informou que notificou o Idecan para que as provas fossem anuladas e que "presa pelos princípios da ética, moralidade e demais princípios legais , sempre primando pela transparência nas relações públicas", por isso, atendeu à recomendação do MPDFT.  

Anulação 


O Idecan anunciou a anulação das provas na última sexta-feira (17/3), a partir de uma recomendação do Ministério Público do DF e Territórios(MPDFT). Em nota, a banca informou que tal medida foi entendida como necessária "em face da insconsistência havida, relativa à divulgação dos locais de realização de provas no site da organizadora." Confira aqui o documento completo. 

Segundo o MPDFT, mais de cem manifestações sobre irregularidades nas provas chegaram ao conhecimento do Ministério por meio de ouvidoria. O órgão identificou "graves falhas procedimentais" cometidas pela banca organizadora do certame durante a primeira fase, que ocorreu em 5 de fevereiro. 

Entre as falhas cometidas, segundo o Ministério, estão a não designação prévia das salas para a realização das provas e atraso para seu início; descontrole por parte dos fiscais em relação à coordenação dos candidatos em sala; divergência entre os nomes constantes nos cadernos de provas e respectivos gabaritos; e não concessão de tempo complementar aos candidatos, uma vez que o certame fora iniciado após o prazo preestabelecido no edital.

A decisão causou polêmica e dividiu os estudantes.  Enquanto alguns candidatos pediram a anulação junto ao Ministério, outros chegaram a fazer um abaixo-assinado contra o pedido. Thaís Cabral Batista, de 24 anos, é uma das candidatas que é contra a anulação. Ela chegou a participar de manifestações, em Brasília, que pediam que a etapa do concruso continuasse válida. "Acredito que a recomendação do Ministério foi precipitada por não saber o lado real da história", reclama. "O nosso objetivo foi entrar em contato com as autoridades e provar que não existe motivo para a anulação".


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