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Falta menos de um mês para provas da Petrobras, confira dicas na reta final

Empresa pública oferece mais de 950 vagas para níveis técnico e superior. Os salários variam de R$ 3,6 mil a R$ 9,7 mil

11/09/2017 14:50 | Atualização: 11/09/2017 15:29

Robson G. Rodrigues*

Arquivo Pessoal
Felipe passou num concurso da Petrobras em 2010 e não pôde assumir por não ter terminado o curso técnico; agora, entra na disputa novamente
As inscrições para o processo seletivo da Petróleo Brasileiro S.A (Petrobras) estão encerradas e os inscritos devem intensificar os estudos: afinal, falta menos de um mês para a prova objetiva, que será em 1º de outubro. O concurso oferece 954 vagas, das quais 159 são para início imediato. As 24 (das quais, quatro imediatas) chances de nível superior são para médico do trabalho, com salário inicial de 

R$ 9.786,14. O restante das oportunidades (155 efetivas e 775 de reserva) é para técnicos em 37 especialidades: enfermagem do trabalho (uma efetiva e cinco de reserva); inspeção de equipamentos e instalações (12 efetivas e 60 de reserva); manutenção em caldeiraria, elétrica, instrumentação ou mecânica (44 efetivas e 220 de reserva); operação (291 efetivas e 390 de reserva) e segurança (19 efetivas e 100 de reserva).

O salário para todos os cargos de nível técnico (com exceção de técnico em enfermagem do trabalho, com vencimentos de R$ 3.681,63) é de R$ 4.436,38. O resultado final do concurso está previsto para 4 de dezembro. Os aprovados atuarão em cidades nos seguintes estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas. O certame objetivo terá 70 questões, das quais 20 são de conhecimentos básicos (línguas portuguesa e inglesa, para nível superior; e português e matemática, para nível técnico) e 50, de específicos.

Quero uma vaga

Felipe Solares, 29 anos, começou a se preparar para o exame há apenas três semanas, mas está confiante. Agora, dedica 12 horas por dia aos estudos, com apoio de apostilas, exercícios e aulas a distância e ao vivo. Esta será a segunda vez que ele prestará o concurso. Na primeira, em 2010, passou, porém, não foi empossado, pois não havia concluído o curso técnico em petróleo e gás natural no Instituto Federal da Bahia (IFBA). “Concorri a técnico de perfuração e não pude assumir sem diploma. Também não era a função que eu gostaria de executar”, conta. Desta vez, ele tentará uma vaga de técnico em operação júnior. “Eu estava esperando concurso para engenheiro, mas a situação do país está complicada e eu estava sem fazer nada, achei que seria uma boa oportunidade”, comenta.

Engenheiro de minas com habilitação em petróleo na Universidade Federal da Bahia (UFB), ele não acredita que o diploma universitário tornará a competição simples. No entanto, a familiaridade com os assuntos cobrados será uma vantagem. “A parte específica foca em assuntos em que sou bom desde o ensino médio: física e química”, pondera. Ex-estagiário na empresa de petróleo PetroRecôncavo, ele foi contratado como engenheiro de perfuração após a graduação. “Eu sempre estive com os técnicos de operação e andei no carro com eles. Então, estou familiarizado com o que fazem e foi com o que mais gostei de trabalhar no período”, relata ele, que se sente pronto para assumir esse cargo na Petrobras.

Dicas

A carreira de técnico de operação júnior, desejada por Felipe, é uma das mais visadas do concurso. “É o cargo mais valorizado dentro da empresa, dada a importância”, explica Dilton Lopes, coordenador do curso a distância Elite Preparatório. Físico e mestre na área pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), ele alerta que não basta estudar itens de concursos anteriores para a função. “É importante pegar questões que caíram em provas de outros cargos, porque várias têm o mesmo perfil. Até as de nível superior, como para engenheiro de petróleo, podem aparecer — não exatamente iguais, os valores são modificados, mas estrutura e raciocínio são os mesmos”, esclarece.

Segundo Lopes, o nível do certame é intermediário, mas a concorrência é elevada. “Muitos com formação superior, especialmente engenharia, acabam se inscrevendo para trabalho técnico. A prova, por não ser difícil, faz com que as pontuações para passar sejam altas.” Para Victor Augusto Sousa e Silva, engenheiro químico pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e professor de química e física no Estratégia Concursos, é importante alternar os conteúdos a serem estudados. “O ideal é gastar, em média, 50 minutos diários em cada assunto e não tentar entender profundamente tudo, apenas o que é mais recorrente”, recomenda. Ele dá dicas de tópicos a serem estudados. “É bom estar familiarizado com os processos, diagramas de blocos, fluxograma e identificar os principais equipamentos.”

A única matéria comum a todos os cargos é português. Quem prestará o processo seletivo para ensino superior precisar ficar um pouco mais atento. “Os médicos terão mais trabalho para pescar ideias. Devem estudar mais interpretação de texto e semântica, coerência, coesão, sintaxe e pontuação”, esclarece Bécio Terror, professor de português do Estratégia Concursos, graduado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Já para o nível técnico, o conteúdo será mais simples. “Costuma cair muita morfologia, grafia de palavras, aprofundar pronomes, discurso direto e, principalmente, o uso de quês e porquês”, indica. “Em todos os casos, aconselho os candidatos a não decorarem os conteúdos para não se perder caso algo mude. É importante também eliminar as alternativas erradas, procurando vestígios no texto que invalidem as opções”, sugere.

O que diz o edital


Inscrições: encerradas 4 de setembro; confira o edital em www.cesgranrio.org.br
Vagas: 954, das quais 159 são efetivas e 795 para cadastro de reserva
Taxas: R$ 47 (nível técnico) e R$ 67 (nível superior).
Salários iniciais: de R$ 3.681,63 a R$ 9.786,14
Provas: 1º de outubro
Locais das provas: Natal (RN), Maceió (AL), Aracaju (SE), Manaus (AM), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES) e Santos (SP)

Passe bem / Operações industriais

Com base em conceitos fundamentais, a destilação é uma operação unitária
A) que se destina à separação de misturas formadas por sólidos e líquidos.
B) de transferência de massa utilizada para separação de misturas líquid­o-líquido. ?
C) que pode ocorrer sem variações de calor. ?
D) na qual os produtos mais voláteis saem pelo fundo da coluna de destilação. ?
E) na qual as colunas não podem ser de recheios. ?

Comentário:
A) Incorreta: sólidos são separados de líquidos por operações mecânicas, tais como a decantação ou centrifugação.

B) Correta: perfeito! A destilação usa a diferença no ponto de ebulição das substâncias para promover a separação. Esse processo ocorre com transferência de massa, já que as substâncias transitam entre as fases vapor e líquido.

C) Incorreta: há constante troca de calor na destilação, justamente para permitir a vaporização. Sem calor não há como vaporizar a mistura.

D) Incorreta: os produtos mais voláteis deixam a coluna pelo topo, justamente por vaporizarem mais facilmente. Já os menos voláteis é que saem pelo fundo.

E) Incorreta: as colunas de destilação podem usar recheios.

Questão retirada de prova da Cesgranrio aplicada em 2010 para o cargo de técnico de operação júnior da Petrobras, comentada pelo professor Victor Augusto Sousa e Silva.


*Estagiário sob a supervisão de Ana Paula Lisboa